segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

RESENHA: DELÍCIA, DELÍCIA (CLUBE DO CUPCAKE).

Ficha técnica
 
Autora: Donna Kauffman
Editora: Valentina
Ano: 2016 – RJ
Gênero literário: romance americano, literatura estrangeira.
IBSN: 978- 85-65859-96-7

Vou ser propositalmente redundante, pois foi divertido e delicioso ler este livro, ver a briga de cão e gato de Lani e seu ex-chefe e grande amor Baxter.
Onde quando você menos espera surge um novo acontecimento e muda toda dinâmica que se apresenta, mas o mais interessante como mesmo sendo um romance ele tem proximidade com a realidade e como vivemos.
Quem não se surpreendeu com o aparecimento de um grande amor que magoou e que depois de outras situações fez com que sua percepção da realidade mudasse. Eu vivi isso.
Sempre amei SP, quando vim morar em Campinas sofri muito não conhecia ninguém, não tinha meus lugares de preferencia e hoje estranho tanto quando vou até SP visitar meus familiares, é curioso para mim até o ar é diferente.
Passaria anoite elencando as diferenças, porém tem coisas que SP não perde para nenhuma cidade do país.
As aventuras culinárias de Lani, sua criatividade, e como ela foi conquistando aos que lá moram. O que chega a ser curioso é como uma leitura deliciosa e viciante como chocolate com café pode fazer com quem tem em suas mãos o livro.
Ainda não ousei a fazer as receitas que em minha opinião foram generosamente partilhadas conosco leitores pela autora, porque temo me decepcionar e quero ficar com as imagens divertidas que minha imaginação criava em especial no momento de terapia culinária via telefone e depois pessoalmente onde creio que foi como surgiu o clube do cupcake.

Recomendo! Não posso deixar de indicar que para entrar no clima fiquem com café em mãos e chocolate ou como fiz bolacha para pesar menos a consciência.
RESENHA: UM AMOR EM BARCELONA

Ficha técnica
Autora: Lavínia Rocha
Editora: D´ Plácido
Ano: 2016 – BH
Edição: três
Gênero literário: romance, literatura juvenil, literatura nacional.
ISBN: 978-85-8425-288-6

Isabela visita frequentemente seu pai em Barcelona, mas por causa do cargo que ele exerce e como todo pai tem uma grande preocupação com a segurança da filha sendo que ela acaba não tendo chance de se divertir nas férias que anualmente passa ao lado do seu pai.
Curioso é que neste ano por saber do desgosto de ir visitar o pai pensa em ficar num hotel junto com um colega e sua noiva que também tem a filha indo visita ló, o restante das aventuras deixo o gostinho para os leitores descobrirem...
Deliciosa aventura...
Além de que como mãe consigo repensar para me autoanalisar e me policiar para não sufocar meu filho por ama-lo, também tem o fato que devemos preparar nossos filhos para saber viver, ter atitudes autônomas e mesmo assim educar nunca acaba...


RESENHA: DIAS DE CHUVA

Ficha técnica
Autora: Carolina Mancini
Editora: Estronho
Ano: 2016 – PR
Gênero literário: drama, literatura nacional, literatura fantástica, ficção.
ISBN: 978-85-64590-94-6

A cada parágrafo além de ser uma leitura que prende o leitor, nos apresenta novas situações que deixa o leitor pensativo e surpreso como a autora consegue criar tanta situação complexa.
O livro trata de princípios que seguem a humanidade desde os primórdios: o bem x o mal, que tudo quando é conquistado com facilidade há um preço pela falta de esforço, famosa lei do retorno.
O mal não vem nos atentar de forma desgrenhada e feia, mas ao contrário ele é sedutor, belo, porque senão como conseguiria ludibriar aos que permitem por fragilidade e falta de fé, serem possuídos e conduzidos por aquele que veio dividir o mundo.
Mas o que me deixou triste e ao mesmo tempo sei que é uma realidade, a protagonista inicialmente por amor aceita a vida errônea de seu amado, conseguindo se livrar das garras do encardido que por maldade a deixou só, ela ao invés de viver o amor que venceu deixou seu coração ficar cheio da amargura, ouso dizer que ela se igualou a quem tanto odiou por faze-lá sofrer...
Como um livro com o titulo de dias de chuva pode conter tanta informação... Também me surpreendi... Confesso que não esperava nada do que fui magicamente transportada para o universo criado pela autora que não assusta e sim vai apresentando aos poucos situações novas e deixando o leitor já encantado pelo universo que não conseguirá abandonar até saber o fim.
Quando certa vez passei por uma situação muito difícil, minha mãe disse: “cuidado! Para não deixar os porquês te consumir, e veja tem que fazer uma escolha ou lutar pela saúde de seu filho que é um bebê, ou sentar na cruz e chorar, porém lutar não significa que não possa chorar porque você deve lembrar que mesmo sendo mãe é gente e está sofrendo.”.
Essa fala mudou minha vida. Pena que a protagonista tenha vivido tantas amarguras e deixado seu coração endurecido. Quando foram alerta-lá já era tarde demais, é Julia talvez não conseguisse ouvir os sinais que no seu caminho foram lhe dizendo que estava endurecendo demais.
Ou talvez ela precisasse de uma sacudida como minha mãe fez comigo assim que tinha sido notificada que meu filho de 35 dias deveria ser operado ontem porque corria risco de vida, e que deveria me preparar para o pior.
É Júlia além de uma mãe dura num momento duro eu sempre tive fé, uma frase famosa, mas que comigo é real: “... quem me segurou foi Deus!”.






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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

RESENHA: NOVAMENTE VOCÊ


Ficha técnica
Autora: Juliana Parrini
Editora: Suma das letras
Ano: 2016 – RJ
Gênero literário: ficção, literatura juvenil, romance.
ISBN: 978-85-5651-013-6


Quem não conheceu ou conhece alguém que por viver algo tão traumático modifica seu eu, se fecha, ou porque não dizer cria um ego auxiliar, mas no fundo faz tudo que anteriormente não fazia e acreditava que foi o que favoreceu sua adversidade, o que gerou toda geleira no seu ego real.
Maria Rita ou Miah como atualmente gosta de ser chamada, mas por motivos pessoais e de grande importância faz com que ela precise retornar para sua cidade e país natal, porém não contava que seu passado que ela imaginava tinha sido esquecido com o tempo, ou estivesse adormecido viesse lhe encontrar e cobrasse a conta de todo esse tempo.
Já Leonardo seu ex-marido teve a vida modificada por conta de algumas atitudes aparentemente egoístas de Miah, sua mãe, irmãs e pai também estão totalmente diferentes e mudados. Além de que a nossa protagonista deverá reviver o passado, presente conturbado e ainda um futuro muito singular e nada invejável.
Porém existem paradigmas que ficaram encouraçados e para que todos possam de fato viver, deverá reviver o passado enfrentando os medos particulares de cada um e depois descobrir se o que sentiam e viveram era amor ou paixão. Amar é uma decisão e perdoar também... Qual ação é mais nobre não sei dizer, mas sei que são ações que se complementares.
Como não dizer que isso é algo que vivenciamos na vida fora dos livros? Pode ser que o nome e motivos sejam diferentes, mas certamente a autora foi sensível e abordou uma temática muito real.
Além de falar das questões de traições e relacionamentos sem sentimentos, ou relacionamentos focados a interesses financeiros, traições explorações e sequestros tanto da alma como da vida como um todo, assim exploração sexual.
É a autora foi muito competente de abranger tantas temáticas de forma leve e pueril, mas sem jamais de dar o devido valor aos movimentos tão cativante do casal Maria Rita e Leonardo.
Está curioso? Que tal ler e depois poder refletir com os aspectos aqui citados e tenho certeza que encontrará outros.










RESENHA: ENTRE VIDA – KIARA


Ficha técnica

Autora: Juliana Leite
Editora: Lotus
Ano: 2015 – MG
Saga: entre vidas vol. 1
Gênero literário: literatura brasileira, mitologia grega, mitologia celta, fantasia, drama.
ISBN: 978-85-69207-02-3

Kiara foi para um lugar onde existia uma “escola” para se tornar sacerdotisa e seu retorno para sua terra natal não foi como imaginava, voltar para Atlântida porque seus pais haviam sidos assassinados a sangue frio e Kiara precisava retornar para ajudar seu irmão a governar.
Porém quando chega ela percebe que seu reino está mais necessitado de auxilio do que ela previa, ela consegue matar a saudade dos que lhe são queridos, e também descobre que um dos conselheiros quer tudo menos o bem de Atlântida.
Como seu irmão está cegamente apaixonado, e sua postura é muito fácil de ser manipulado, e quando Kiara começa a sem meias palavras agir deixando claro em quem ela confia e quem ela não confia.
Durante toda a leitura observa-se a postura firme e sempre presente da Kiara em especial após a fuga de seu  irmão ter fugido com seu grande amor e ter sido capturado pelos principais rivais.
Mas também Kiara teve que aprender a confiar nas habilidades dos outros e em outras pessoas, o que não é algo muito comum. Uma aventura que faz o leitor perder o folego teve alguns momentos que eu ia dormir porque minha vista não conseguia mais ficar aberta, e mesmo assim minha cabeça ficava pensando as próximas aventuras deste pequeno grande grupo que aprende a usar a habilidade de cada integrante.
Até os conhecimentos adquiridos anteriormente...
Os detalhes das aventuras deixam você, querido leitor (a) desvendar este delicioso mistério sozinho, aparentemente porque junto de ti estará todos que já leram, e poderá verificar como usar suas ações para ensinar e fortalecer o outro, quanta importância isso tem não somente nas histórias de ficção como esta, mas na vida real.
O que dizemos e orientamos quem amamos tem grande valor quando se faz apenas com palavras, principalmente sendo de sabedoria e com estudo de comportamento humano. Este valor aumenta quando seu pupilo verifica que sua orientação também tem valor para seu mestre, porque ele atua de forma semelhante a como lhe instruía.
Dizemos popularmente: “que nossas ações testemunhem o que falamos...” ·.
Kiara também descobre sobre sua origem que não é como lhe haviam contado como sua coragem e ousadia incentiva seu irmão a ter coragem de não abdicar o trono.
Vou parar por aqui porque já estou com saudades dessa mulher.




PRIMEIRAS IMPRESSÕES DO LIVRO: BORBOREMA


Ficha técnica
Autora: Leticia Godoy
Editora: Arwen
Ano: 2016 – SP
Gênero literário: romance, policial, ficção, drama.
ISBN: 978-85-68255-76-3

Tem situações que são tão tristes e caóticas que quando relatam que elas aconteciam no passado ainda suportamos, mas depois de tanta evolução tecnológica e conhecimento de comportamento humano observamos que as pessoas ainda não sabem convivem em harmonia, o que acaba sendo uma grande perda para humanidade, pois sempre podemos aprender.
Voltando as situações caóticas tem duas delas que por acaso estão no livro, mas eu ainda conversava com minha mãe está semana e dizia que não me conformo como ainda ocorre violência doméstica com um agravante de que também no livro há o relato de abuso sexual de menor, que infelizmente o culpado é alguém próximo da família ou é um familiar.
Quando comentava recentemente com minha mãe sobre acontecimentos que o tempo passa e parece que as pessoas ao invés de diminuir o índice de acontecimentos, ao contrario aumenta, um grito de socorro do ser humano, pois não consegue administrar tamanho conhecimento e seus desejos ou instintos.
 Há mais de 100 anos atrás um cara já nos havia alertado sobre a possível guerra interna entre o desejo e o que é permitido, no caso é Freud quando ele começa a elaborar sua teoria. Mas parece que não foi muito aceito naquela época e parece que ainda hoje em dia não se faz relevante o conhecimento que ele nos deixou.
Retomando, é que são tantas questões deste que de forma apropriada vem abordar uma temática de quanto cuidado devemos ter ao colocar alguém para frequentar nossa casa, nosso lar é sagrado, ainda mais se nele temos nossos presentes do Papai do Céu – filho(s).
Não podemos também de esquecer que além de proteger nossos herdeiros temos que estar com as anteninhas de alerta ligadas o tempo todo, desconfiando de tudo e todos, observação total e criar uma relação de unidade e verdade para que sempre possa haver transparência entre mãe e filho(s). Quando me refiro ás anteninhas atenção sempre redobrada para saber o que está acontecendo é o que realmente vós relatado. Por exemplo: o período que seu tesouro fica na escola que tal observar o comportamento de como essa criança retorna, se gosta de ir à escola, se repentinamente muda afinal nem tudo as crianças sabem nomear que ocorre com elas.
Eu sou mãe e deixo minhas anteninhas sempre ligadas, não quero ter que ver meu tesouro pagar o preço do meu descuido, mas também temos que ver não se pode poupar seu filho de sofrer porque senão não haverá crescimento. Porém tem sofrimentos que não são necessários serem vividos para crescer.
Bel é corajosa e não se vincula afetivamente com ninguém porque teve que viver na pele cedo demais, o que anteninhas ligadas poderiam prevenir. O destino prega uma peça nela porque ela tem que lidar sem piedade com casos onde as vitimas são pequeninas e não foram ouvidas – não acreditaram no que era dito.
Quanto deve ser difícil porque ao mesmo tempo tem sua história que ela finge que esqueceu permanecer vivendo com os traumas como se nada houvesse acontecido. Repentinamente tem que subitamente ir visitar sua família que parece precisar dela. Que mistura de sentimentos! Que coragem!
Que curiosidade... É muita coisa acontece... , mas é preciso ler e conhecer BORBOREMA.
Sejam bem-vindos!